O Ateliê do Futuro
- Derek Fernandes
- 19 de abr. de 2023
- 2 min de leitura
Florianópolis, 2023
Foi na primeira vez que estive em Florianópolis a passeio que eu pude conhecer o ateliê dos amigos Andrei, Claudia, Mary e Nadine. Embora já tivesse peças deles na minha casa em São Paulo, estar no espaço de criação deles mudou a minha visão sobre as cerâmicas, a arte e a criatividade. A força de criação deles é tanta, que foi elemento decisivo na minha escolha de viver na Ilha. Afinal eu não queria estar distante de pessoas que fazem algo tão único. O texto e as imagens desse post, são uma declaração da minha admiração por eles e por esse trabalho que é um dos melhores que já vi.
Futuro: O que há de ser, há de acontecer, há de vir.
Não foi exatamente pensando no futuro que a ceramista Nadine Martinez modelou suas primeiras peças em barro. Ainda atuando na moda, área em que se formou, ela teve contato com o que seria o seu principal meio de trabalho em uma colaboração para criar acessórios com uma artista chinesa há pouco mais de 8 anos.

Em um breve período desenvolveu habilidades suficientes para dar um passo em sua jornada como ceramista e em 2019 já ocupava sozinha seu primeiro endereço comercial em Florianópolis, voltado unicamente para as peças autorais em cerâmica. E também ministrava cursos em escolas da região, onde viria a construir laços muito importantes para o futuro.

Foi no começo da pandemia de 2020, quando o futuro de todos ficou muito incerto, que dois de seus alunos se juntaram a ela na oficina no Morro da Cruz. Ambos em busca de ressignificarem as suas profissões e a formação em arquitetura, área onde Andrei se mantinha até então. Mary havia migrado para o mundo dos negócios, um pouco mais acelerado e bem distante do que viria a fazer mais pra frente. No ano seguinte, Claudia se juntou a eles, outra arquiteta, e então estava formado o Ateliê do Futuro.

Trabalhando simultaneamente as quatro linhas de desenvolvimento de cada um dos artistas, o Ateliê funciona como um coletivo onde as trocas são visíveis e conseguimos encontrar unidade e muitos significados em todas as criações escultóricas ou utilitárias que saem dali.
Seja nas formas sinuosas e minimalistas dos trabalho de Nadine (Nu.atelie) e Andrei (Frida Não Late) ou na natureza tão realista das peças feitas pela Mary (A.terra) e pela Claudia (Grimpa), fica claro que os amigos tem muito para oferecer nos diferentes cursos e oficinas que ministram no espaço, e também nos diversos pontos e sites onde oferecem as suas peças sempre únicas.
Um dos próximos passos e maior desafio dos quatro será combinar essas trajetórias em uma única linha de criações que registre um pouco a história de cada um para o futuro.




























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